Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

Conclusão:

Os lugares e as pessoas são os nossos refúgios. Esses lugares e essas pessoas vão-se multiplicando. Bem, nem todos. Uns vão desaparecendo. E nessa altura o que é que nos resta? Recordações, as nossas velhas amigas, nunca ultrapassadas. E o que é que vem por acréscimo com essas recordações? A querida nostalgia, companheira de todos os tempos.

A nossa querida amiga nostalgia tem uma única vantagem: torna as recordações brilhantes. Presenteia o sol uma luminosidade especial, faz a cor do céu fica tão bonita e intensa que nem sequer existe. Nessas recordações o calor bate na face e queima, mas sabe bem, o frio da noite entra no corpo e paralisa-nos, mas também nos liberta da dor. A música é mais alta e envolvente, dá a impressão de que todo o corpo vibra ao seu ritmo. O cheiro da chuva transmite a sensação de limpo.

Quando a nostalgia concretiza a sua tarefa com sucesso conduz-nos ao desespero. Faz-nos querer com todas as nossas forças voltar, voltar ao viver um momento que só uma vez se vive, voltar a viver um momento que por muito que queiramos não se repete.

Conclusão: há coisas que não se repetem, há coisas que vão e não voltam. Há falta de refúgios contentemo-nos com a estimada nostalgia, que faz a dor mais bonita.

1 comentário:
De Ana de Oliveira a 4 de Janeiro de 2012 às 16:54
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